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24 março 2016

Com codinome de 'falso', Cid aparece em lista de doações da Odebrecht


O ex-governador Cid Gomes aparece em "listão" da Odebrecht que será investigado pela Lava Jato

O ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), é um dos nomes que constam na lista divulgada ontem dos políticos que supostamente teriam recebido doação da empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato. O documento, que cita integrantes de 18 partidos, deverá ser investigado pela Operação para identificar se os recursos foram de fato direcionados aos nomes citados e, no caso de afirmação, se foram dentro da legalidade.



Nas informações que constam nos arquivos, Cid aparece como recebedor de R$ 200 mil, com um codinome de “falso”. A citação, no entanto, não significa que o ex-governador tenha sido beneficiário de repasses irregulares.

Por meio da assessoria de imprensa, Cid afirmou que “em 2010 a empresa realizou uma doação oficial no valor de R$ 200 mil para o diretório estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Ceará. O montante foi devidamente declarado e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seguindo todas as normas eleitorais”.

As anotações são alvo de investigação da força-tarefa. Segundo dados do TSE, o comitê estadual do PSB do Ceará – partido de Cid à época – recebeu efetivamente doação de R$ 200 mil da empresa em 2010, ano em que o ex-governador disputou reeleição.

A doação mostrada, no entanto, foi aprovada como legal pelo TSE e é pública desde a eleição. Procurada pela reportagem, a assessoria do ex-ministro informou, em primeiro contato, que lista que incluiria Cid seria “falsa”. Depois, afirmou que iria apurar o caso e enviou explicações.

A lista cita ainda outro político cearense com iniciais “EO”, que teria recebido R$ 500 mil. No documento apreendido de número 33, são citadas diversas siglas de Estados, seguidas por iniciais de políticos. Uma delas é “CE-EO”.

Delação premiada
Procuradores do Ministério Público Federal, que integram a Operação Lava Jato, negaram a existência de qualquer negociação envolvendo Marcelo Odebrecht ou executivos da empreiteira. O órgão questionou ontem o comunicado divulgado pela empresa na última terça-feira, 22, em que garantia decisão pelo acordo de colaboração, além da iniciativa de acordo de leniência da empresa adotada ainda em dezembro junto à Controladoria Geral da União. Já a CGU confirmou ter sido procurada pela empreiteira Odebrecht para a negociação do acordo.

O POVO
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