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20 abril 2016

CE confirma 267 casos de febre chikungunya



Fortaleza, com 120 ocorrências da doença, lidera lista que ainda tem Crato e Juazeiro do Norte
00:00 · 20.04.2016 por Lêda Gonçalves - Repórter
A febre chikungunya avança no Ceará e já representa enorme desafio para Poder Público e especialistas da área. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), já são 267 casos confirmados por laboratório, sendo que 120 ou 44,9% deles em Fortaleza. Os dados fazem parte do mais recente boletim epidemiológico do órgão e divulgado com exclusividade para o Diário do Nordeste.


Além da Capital, outros 29 municípios registram a doença. Assaré, com 34; Capistrano, com 24; São Gonçalo do Amarante (15); Juazeiro do Norte (14); Icapuí (10) e Crato (9) lideram a lista. Entre os bairros de Fortaleza, Monte Castelo soma 13 registros positivos para a enfermidade, seguido pelo Montese, com 11; Amadeu Furtado (9); Parquelândia e Vila Ellery, cada um com quatro casos.
"A maior preocupação é que como a chikungunya é uma nova doença, qualquer um pode ser contaminado. Ninguém no Estado está imune, pois é a primeira vez e isso é realmente temeroso", aponta o gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Controle de Riscos Biológicos, da Secretaria de Saúde do Município (SMS), Nélio Moraes.
Dados
Conforme os dados da supervisora do Núcleo de Controle de Vetores, da Secretaria Estadual de Saúde, Roberta de Paula Oliveira, a doença se instalou no Ceará e será necessário, com urgência, refazer campanhas de conscientização para a população e revisar o Plano Estadual de Combate mais focado na enfermidade. "Quase como uma operação de guerra", defende.
Segundo ela, com epidemias na Bahia e Pernambuco era quase impossível o Ceará se livrar de ter tantos casos. "Sem falar que a transmissão está ocorrendo dentro de nosso território ou seja, autóctone. O vírus tem capacidade de se disseminar rapidamente. Por isso, a detecção precoce dos casos é fundamental para conter o avanço da doença", acrescentou a gestora.
O coordenador da Sala Estadual de Combate ao Aedes, Moacir Tavares, concorda com Roberta e se diz muito preocupado com a situação. "Até porque chegamos no período mais crítico do ano, abril e maio, quando historicamente são comprovados maior número de pessoas que contraem a dengue e, agora, com a chikungunya, temos um motivo a mais para redobrarmos nossos esforços para não enfrentarmos uma epidemia".
Por esta razão, ressalta Nélio Moraes, a população não pode baixar a guarda contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. "Temos observado que muita gente enfraqueceu suas ações dentro de casa e isso é péssimo", assevera.
A falta de participação da população em atitudes simples, como limpar quintal, vedar caixas-d'águas, entre outras, indica, potencializou o aumento do índice de infestação predial de Fortaleza, passando de 0,86%, em outubro passado, para 1,37%, em abril deste ano. Número acima do preconizado pelo Ministério da Saúde que é menor do que 1%. Sem falar na reincidência que chega a 60% no Estado. "Isso quer dizer que os agentes visitam o imóvel, orientam, acabam com os focos e sempre que retornam, detectam novamente o mesmo problema", explica.

DN
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