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03 maio 2016

Novos pedidos de inquérito atingem PMDB, PT e PSDB


A Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo pedido de abertura de inquéritos contra Romero Jucá, Valdir Raupp, Jader Barbalho, Eduardo Cunha, Aécio Neves e Edinho Silva e Marco Maia
A delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido) na Operação Lava Jato continua a fazer estragos. Ontem, pedido de abertura de inquéritos feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atingiu a cúpula do PMDB, o PSDB e o PT, além de um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).



Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite o pedido, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, deverá prestar depoimento em até 90 dias sobre a suspeita de ter recebido propina por Furnas. Janot solicita abertura de dois inquéritos para investigar o tucano.


De acordo com o procurador, novas informações da delação do doleiro Alberto Youssef apontam que Aécio teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense, contratada por Furnas. Também deve ser ouvido o ex-diretor da estatal Dimas Toledo, citado por Delcídio como responsável por repasses de propina.

Janot pediu ainda inquérito contra Aécio e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) por suspeitas de envolvimento em maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro, na época em que Aécio era governador de Minas.


Os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA) podem ter seus inquéritos alterados para incluir investigação sobre recebimento de propina pela construção da usina de

Belo Monte. Foi pedida também a abertura de inquérito contra o deputado Marco Maia (PT-RS) e o ministro do TCU Vital do Rêgo.


Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) é novamente alvo da PGR. Se o STF aceitar pedido de inquérito, será o sexto procedimento no qual o deputado estará envolvido (duas denúncias e três outros inquéritos).


Quem também volta a ficar sob a mira de Janot é o ministro das Comunicações da presidente Dilma e coordenador da campanha da petista em 2014, Edinho Silva. Segundo Delcídio, o ministro o orientou a receber, via caixa dois, o pagamento de dívidas de campanha de R$ 1 milhão por meio de laboratório

farmacêutico, a EMS. Ainda não houve resposta do ministro do Supremo Teori Zavascki, relator dos casos relacionados à Lava Jato na Corte.


Outro lado
Em nota, Aécio Neves disse ter “convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas”. O senador afirmou considerar “natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta”.

Também por nota, Edinho Silva disse que as afirmações de Delcídio são “mentiras escandalosas” e que sempre agiu de maneira “ética, correta e dentro da legalidade”. Ele ressaltou que é favorável à apuração de fatos referentes à sua atuação na tesouraria da última campanha presidencial, mas ponderou que jamais orientou o senador a “esquentar doações”.


“Jamais mantive contato com as mencionadas empresas antes ou durante a campanha eleitoral. As doações para a campanha de 2014 estão todas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, bem como seus fornecedores. As contas da campanha foram todas aprovadas por unanimidade”, disse.

A assessoria de Cunha informou não ter conhecimento dessa nova investigação.

Cunha tem negado todas as acusações e diz que nunca recebeu propina. Os senadores do PMDB também negam envolvimento com irregularidades. (com agência)

Saiba mais

Efeito Delcídio
No total, são até agora cinco investigações decorrentes da delação premiada do senador Delcídio do Amaral.

Edinho e a EMS
De acordo com a delação, a operação arquitetada por Edinho Silva não se concretizou porque as empresas credoras da dívida de campanha não aceitaram receber diretamente do laboratório farmacêutico EMS. O ministro das Comunicações já é alvo de um inquérito com base na delação de Ricardo Pessoa.

Cunha e Furnas
O novo inquérito se refere a uma possível influência que o peemedebista teve em uma diretoria de Furnas. Delcídio disse acreditar “que ele tenha recebido vantagens indevidas” porque mantinha “comando absoluto da empresa”.

Conta no exterior
No pedido ao Supremo, o procurador-geral escreveu que uma operação da Polícia Federal no Rio encontrou documentos de doleiros que confirmam a existência de uma conta no exterior ligada a uma fundação em nome da mãe de Aécio, Inês Maria Neves Faria, como citado na delação de Delcídio. “Referidas informações constituem um conjunto harmônico e apontam para a verossimilhança dos fatos descritos”, apontou Janot.

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