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01 julho 2016

Deputado federal Leônidas Cristino faz homenagens aos humoristas cearenses e destaca Tupinambá Marques



"Um belo exemplo dessa realidade é o meu conterrâneo Tupinambá Marques, O Babá do Beco. Um extraordinário talento sobralense que, com Seu Bartolomeu, a Fabíola e o Deputado Alfonsão, seus principais personagens, além de realizar shows e apresentações nos teatros e palcos na Cidade, produz e apresenta no rádio sobralense, semanalmente, o programa Sábado de Todas as Maneiras, um verdadeiro espetáculo de graça e irreverência".

 

 
 
 
Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,
O humor cearense é um estado de espírito que tem sido desenvolvido como característica da identidade de parte da população do Ceará. É um traço da cultura popular com expressão na literatura, na indústria cultural, nos meios de comunicação de massa e constitui um segmento importante da chamada economia criativa.

A história do povo que vive neste Estado com mais de 95% do território no semiárido, na luta contra as adversidades do clima e pela superação do quadro de pobreza e secas, fortaleceu a têmpera do homem. Mas sem perder o bom humor.

O riso, com seu poder terapêutico e libertador, evidencia a capacidade de superação para enfrentar as dificuldades da vida. O humor faz parte da atitude positiva de não se entregar ao comodismo da reclamação.

A verve humorística transcende a opressão, supera inibições da sisudez, derruba hierarquias. É demonstração de vitalidade, inteligência e da esperança que dá sentido à vida.

Senhor Presidente,

O Ceará é um dos estados mais pobres do País, que nos últimos 10 anos exibe indicadores de crescimento acima da média nacional, assim como de superação da pobreza e miséria. Esse Estado é o berço de grandes humoristas no País. Talentos que foram gestados no circo, no palco, no rádio e TV locais, são exportados para a indústria cultural na Região Sudeste e ganham reconhecimento nacional.

Nome consagrado do humor cearense, Renato Aragão começou a carreira no rádio e TV em Fortaleza, mas encontrou projeção nacional com os parceiros Dedé, Mussum e Zacarias no programa Os Trapalhões. O quarteto, que lançou discos e filmes de sucesso, formou uma geração nutrida com o riso e alegria.

Outro fenômeno nacional é Chico Anysio, que depois de esgotar os horizontes para criação de humor no rádio, cinema e TV conquistou lugar de destaque no Rio de Janeiro, com programas inesquecíveis na televisão. Comparado a um Chaplin pela capacidade de criação de roteiros, construção de personagens, direção e desempenho no papel de ator e compositor, Chico Anysio deixou sua marca na história do humor brasileiro.

Tom Cavalcante passou pela escola do rádio e dos palcos na sua trajetória de sucesso, de humorista no Ceará, onde iniciou a carreira, ao reconhecimento nacional. Atuou com quadro no Chico Anysio Show, depois na Escolinha do Professor Raimundo, até conquistar o espaço de ter o seu programa de TV e investir numa carreira internacional em Hollywood.

Senhor Presidente,

O humor cearense está também nas telas de cinema e na Música Popular Brasileira. Falcão, com uma trajetória de cantor, compositor e apresentador no seu inconfundível estilo brega e humor irreverente, lançou uma dezena de CDs no mercado.

Falcão atuou no filme Cine Holliúdy, de Halder Gomes e com Edmilson Silva, longa-metragem falado no dialeto cearencês com legendas em português que teve bilheteria de mais de 500 mil espectadores. Também trabalha no filme o humorista Zé Modesto.

Filho do circo do interior do Ceará, desde menino em Itapipoca, e logo em todo Ceará, o palhaço Tiririca encantava plateias. Com o seu talento no rádio e o sucesso no mercado do CD de estreia, Tiririca conquistou o público nacional com quadros e programa da TV. O carinho do público em São Paulo lhe deu o mandato de deputado federal com expressiva votação, renovado no pleito passado.

Uma nova geração de humoristas cearenses leva adiante a missão de disseminar o riso e alegria. Nos roteiros turísticos do Brasil, a noite de Fortaleza com espetáculos de humor tem lugar assegurado.

O Teatro do Humor Cearense, em Fortaleza, é palco permanente para conhecer os novos talentos. O programa é garantia de boas risadas com shows stand up das atrações Manguaça, Bastiana e Arrochadinha, entre outros humoristas.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,

O humor cearense foi mostrado pela Rede Globo no Especial Humor no Ceará, com o espetáculo "Assando É Que Se Queima", gravado ao vivo no Theatro José de Alencar. O programa mostra a arte de Bené Barbosa, Ciro Santos, João Netto, Lailtinho Brega, Gil Soares, Edmilson Filho e Amadeu Maya.

Nomes como Meirinha, Rossiclea e Adamastor Pitaco e tantos outros engrandecem a galeria de craques do riso e da alegria que externam uma característica da alma do cearense. Mesmo no mau humor, como no caso do famoso Seu Lunga de Juazeiro do Norte, que não deixava passar uma oportunidade para o sarcasmo, o cearense encontra motivo de riso.

Considerado pai do humor cearense, o advogado e escritor Quintino Cunha, nascido em 1875, falecido em 1943, foi considerado pelo crítico literário Agripino Grieco o maior humorista brasileiro de todos os tempos. Seja nos tribunais, rodas literárias ou no dia a dia, Quintino Cunha, com suas anedotas de improviso conforme a ocasião, foi um precursor da irreverência bem-humorada do cearense.

E não é apenas nos grandes centros urbanos e nas grandes redes de televisão do País que essa verve artística ganha reconhecimento e tem presença continuada. Excelentes artistas desenvolvem a sua arte do humor nas cidades do interior cearense, onde residem.

Um belo exemplo dessa realidade é o meu conterrâneo Tupinambá Marques, O Babá do Beco. Um extraordinário talento sobralense que, com Seu Bartolomeu, a Fabíola e o Deputado Alfonsão, seus principais personagens, além de realizar shows e apresentações nos teatros e palcos na Cidade, produz e apresenta no rádio sobralense, semanalmente, o programa Sábado de Todas as Maneiras, um verdadeiro espetáculo de graça e irreverência.

Aliás, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, foi das cidades interioranas que emergiram muitos dos artistas do humor cearense, que ganharam expressão e reconhecimento regional e nacional.

Apenas como registro, para lembrar alguns dos nossos humoristas que referenciamos neste pronunciamento, o Chico Anísio, era filho de Maranguape, o Renato Aragão, de Sobral, o Tiririca, de Itapipoca, o Falcão, de Pereiro, João Neto, o Zé Modesto, de Mauriti, o que mostra a riqueza criativa das nossas cidades.

Muito obrigado!
Leônidas Cristino 

Deputado Federal (PDT - CE).
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