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20 dezembro 2016

Taxa de desemprego salta de 11,45% para 13,06%



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O desemprego no Brasil é mais intenso nos estados da Região Nordeste, nas regiões metropolitanas, entre as mulheres, os mais jovens (até 25 anos), os que não são chefes de família e os trabalhadores com ensino médio incompleto. É o que mostra a Carta de Conjuntura nº 33, divulgada ontem, em Brasília, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o estudo, a taxa de desemprego no Ceará passou de 11,45% para 13,06% do segundo para o terceiro trimestre de 2016.


De acordo com o coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, historicamente essa composição se repete. A recessão apenas agravou o quadro atingindo ainda mais esses grupos. Adianta que a tendência é o desemprego continue forte no quarto trimestre do ano porque o mercado de trabalho demora para reagir e a retomada do crescimento da economia será gradual e só deve ocorrer a partir do segundo semestre do próximo ano.

O estudo do Ipea explica ainda que, até meados de 2016, o aumento do desemprego, apesar de ter sido substancial, foi atenuado devido ao fato de muitas pessoas que perderam emprego terem se tornado trabalhadoras por conta própria. Mas essa tendência se reverteu no terceiro trimestre de 2016, quando se observou uma queda dos ocupados por conta própria, acrescentou o Ipea.

No Brasil
A análise do Ipea, feita com base em microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc) e nos informes detalhados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, destaca que em apenas oito estados a taxa de desemprego encontra-se ainda abaixo dos 10%. Além dos estados do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), estão Rondônia, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. As maiores taxas de desemprego foram observadas no Pernambuco e na Bahia, seguidos de Amapá e Alagoas. O estudo mostra ainda que houve redução do desemprego no Amapá, Tocantins, Piauí, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. E um aumento de mais de um ponto percentual no desemprego do Acre, Roraima, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo e Distrito Federal.

Para resolver o grave problema do desemprego, Ronaldo Júnior defende as reformas da Previdência Social e Trabalhista, além a aprovação de outras medidas que vão viabilizar a aplicação do teto dos gastos. Ressalta que essas mudanças são necessárias para dar credibilidade de que a dívida pública não vai explodir.
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