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22 fevereiro 2017

Consumidores pagarão cobrança de R$ 62 bi a empresas


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Resultado de imagem para Fotos do consumidor abrindo uma lâmpadaA Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, ontem, a cobrança dos consumidores de luz de todo o território nacional, de uma indenização que deve chegar aos R$ 62,2 bilhões, resultando num aumento médio de até 7,17% nas contas dos brasileiros, este ano. Esses recursos serão repassados às concessionárias de transmissão de energia e o valor será cobrado ao longo dos próximos oito anos. Somente este ano, a parcela será de R$ 10,8 bilhões. Apesar disso, nem todas as contas devem subir 7,17%, pois existem outros componentes que são levados em consideração no cálculo das tarifas, como o preço da energia, encargos cobrados para financiar subsídios e o consumo.
Essa indenização às concessionárias provocará um aumento nas contas de luz até 2024, mas o impacto, ano após ano, varia. O valor aprovado, ontem, é menor que os R$ 65 bilhões previstos inicialmente pela agência reguladora. Na apresentação, que fez na reunião, a área técnica da Aneel apontou que mesmo com o pagamento da indenização, o reajuste acumulado de 2012 até 2017 nas tarifas de transmissão será menor do que seria se não houvesse a Medida Provisória 579, de 2012, que permitiu a renovação das concessões de energia elétrica.
Investimentos
Os valores que serão recolhidos servirão para compensar as distribuidoras de energia por investimentos realizados nas linhas de transmissão antes de 2000, mas que ainda não tinham sido totalmente pagos via tarifa. Essa dívida deveria ter começado a ser paga em 2013, mas houve demora do Governo Federal. Dos R$ 62,2 bilhões, mais de R$ 35,2 bilhões referem-se à atualização do valor, ou seja, são juros cobrados pelo atraso no pagamento. Vão receber a indenização as concessionárias que aceitaram, em 2012, a renovação de suas concessões dentro do plano lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff e que, na época, levou ao barateamento das contas de luz.
Estudos mostram que o impacto da indenização às transmissoras nas contas de energia será maior para alguns consumidores e menor para outros, dependendo da região onde vivem. Quem reside na Região Norte, por exemplo, próximos de centros geradores de energia e onde o consumo é menor, devem ser menos impactados. Já consumidores que estão em regiões mais distantes das usinas e onde há mais consumo de energia, como algumas áreas do Sudeste, devem sentir impacto maior. De acordo com a Aneel, o impacto das indenizações nas contas de luz, no Brasil, vai variar de 1,13% a 11,45%.

O Estado
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