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27 junho 2017

PF diz que há indícios que Temer cometeu obstrução e prevaricação



O relatório final apresentado nesta segunda-feira pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal concluiu que há indícios de que o presidente Michel Temer cometeu obstrução de Justiça e prevaricação. As informações foram divulgadas pelo site da Revista Época. Segundo o relatório, Temer atuou para embaraçar investigações e deixou de comunicar as autoridades sobre suposta corrupção de membros do Judiciário e do Ministério Público.
A PF cita que o presidente cometeu obstrução de Justiça ao ter concordado com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e do operador Lúcio Funaro, citados pelo empresário Joesley Batista em conversa gravada em março no Palácio do Jaburu.
Quanto a prevaricação seria porque o presidente ficou impassível diante da fala de Joesley que afirmou que interferiria em investigações ao comprar juízes e procuradores que atuam em ações contra a JBS.
Temer, conforme o relatório, atuou “por embaraçar investigação de infração penal praticada por organização criminosa, na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegítimos a Eduardo Cunha, pelo empresário Joesley Batista, ao tempo que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção da Magistratura Federal e do Ministério Público que lhe fora narrado pelo mesmo empresário”.
Conforme a reportagem da Revista Época, a Polícia Federal também solicitou ao ministro Edson Fachin, relator da ação no STF, para continuar investigando o presidente da República por organização criminosa no âmbito de um inquérito, que já foi aberto e envolve políticos do PMDB da Câmara dos Deputados.
A PF entregou também ao Supremo a perícia realizada no áudio da conversa gravada por Joesley. A perícia foi solicitada pela defesa de Temer, no mês passado.
Na última semana, o ministro Edson Fachin abriu prazo para a PGR se manifestar sobre o inquérito aberto para investigar Temer. Com a decisão, a procuradoria tem até amanhã (27) para decidir sobre eventual denúncia contra o presidente e outros citados nas investigações, entre eles, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
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