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08 junho 2017

PSDB fixa data para decidir saída do Governo






O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse nessa quarta-feira (7) que a próxima segunda (12) é a data “limite” para que o partido decida sobre a permanência no governo do presidente Michel Temer.
A Executiva Nacional do PSDB convocou uma reunião na data, às 17h em Brasília, para discutir a decisão. O encontro terá a participação dos presidentes estaduais da sigla e de congressistas.

A reunião aconteceria já nesta quinta-feira (8), mas com o prolongamento até sábado (10) do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar o mandato do presidente, a agenda foi revista pelos tucanos.
Após almoço nesta quarta com a bancada do partido no Senado, Jereissati afirmou que o partido “não precisa ter cargo e ministérios para continuar apoiando as reformas” em tramitação no Congresso.

A fala do presidente da sigla reforça relatos feitos por participantes do encontro. Segundo a reportagem apurou, cresceu entre os senadores tucanos o sentimento de que é preciso desembarcar do governo de Michel Temer.
Um tucano disse à reportagem que ao permanecer como principal aliado do Palácio do Planalto, o PSDB pode “perder o bonde da história”.
De acordo com um dos presentes, o movimento de desembarque, que era mais forte entre os deputados, “ganhou” o presidente Tasso.

‘Fato novo’
O senador disse ainda que “não vai parar de ter fato novo”, sobre a confirmação pelo Palácio do Planalto de que Temer viajou em um jatinho particular a Bahia em 2011. De acordo com o tucano, a sequência de novos fatos “vai mudando a cabeça de deputados e senadores”.
Nesta quarta, o governo recuou de informação divulgada na véspera. O presidente negou a afirmação feita pelo empresário Joesley Batista, de que ele teria emprestado um jatinho para que o peemedebista viajasse com a família em 2011, quando ele já ocupava a vice-presidência.
Inicialmente, o Palácio disse que a viagem havia sido feita em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). No dia seguinte, o governo admitiu que o presidente voou em uma aeronave particular. Contudo, disse desconhecer o proprietário do avião. A presença dos presidentes estaduais foi solicitada numa reunião no mês passado. O entendimento foi de que a crise era grave e a base do partido precisava ser “ouvida e envolvida”.

DN
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