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02 agosto 2017

Processo de Impeachment







Mesmo que os deputados autorizem que o Supremo Tribunal Federal analise as acusações contra Michel Temer, o presidente não será afastado imediatamente, uma vez que a Corte terá que acatar ou não a denúncia ( Foto: Lula Marques/AGPT )
00:00 · 02.08.2017 / atualizado às 02:09

Brasília. Na véspera da votação no Plenário da Câmara dos Deputados sobre o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP), governistas querem acelerar o processo e terminar tudo hoje mesmo. Enquanto isso, os oposicionistas estudam maneiras de prolongar a sessão.



Ontem, no primeiro dia de trabalhos legislativos após o recesso parlamentar, a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), segunda secretária da Câmara, leu o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que pede o arquivamento da denúncia. Foram 28 minutos de leitura.

Era uma formalidade, mas obrigatória. Agora, a Câmara pode decidir se vai ou não autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a denúncia contra o peemedebista pelo crime de corrupção passiva.

A oposição não quer que apenas o relator e o advogado de defesa falem no início da sessão. Quer também discursos a favor do seguimento da denúncia. Pensa até em recuperar o relatório de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), favorável à denúncia.

"Na fase da apresentação da defesa, ele não possibilitou até agora o contraditório porque vai falar o advogado de defesa, vai falar o relator do voto vencedor, que é favorável à defesa, e não haverá nenhuma fala da acusação", disse Carlos Zarattini (PT-SP). A oposição quer que mais deputados possam falar após atingido o quórum mínimo.

Para os governistas, a oposição está tentando mudar o rito porque sabe que não tem votos suficientes para aprovar o encaminhamento da denúncia ao STF. Quem defende Temer diz que as regras não podem ser alteradas agora.

DN
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