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31 outubro 2017

Estudantes de Sobral participam de ação intersetorial sobre prevenção às drogas



Escola Dinorah Ramos, Sobral-CE; alunos da rede pública municipal de Sobral debatem sobre álcool e outras drogas, com profissionais de diversas áreas (Foto: divulgação/PMS).

Sobral- Estudantes do 8º e 9º ano da Escola Dinorah Tomaz Ramos, no Centro de Sobral, participaram de uma roda de conversas sobre prevenção às drogas e à violência conduzida por profissionais das secretarias da Saúde (SMS) e dos Direitos Humanos, Habitação e Assistência Social (SDHAS), que trabalham, respectivamente, no Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD) e no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas).

Reflexão

A ação atendeu a uma solicitação da escola, por meio do projeto “Prevenção é Ação”, coordenado pelo professor Robson Lima. “O projeto visa trabalhar as questões que perpassam as drogas no contexto da realidade do território em que a escola está inserida. As ações enfocam a reflexão sobre o assunto, dentro de uma perspectiva dialogada entre os atores envolvidos, possibilitando e desenvolvendo o protagonismo juvenil”, explica o professor.

Orientação

A intervenção dos profissionais procura desmitificar o debate sobre drogas, mostrando a influência do tráfico na marginalização dos jovens da periferia e suas consequências socioemocionais. A ação também visa orientar aos estudantes sobre os riscos de uso de substâncias psicoativas na adolescência, idade em que estão se desenvolvendo biológica, cognitiva e socialmente.

Participação

Para a estudante Clara Edwirgens Sousa, de 13 anos, o momento foi educativo. “Embora a participação dos alunos pudesse ser ainda melhor, o momento foi de novos aprendizados. Eu não sabia, por exemplo, que substâncias que usamos no dia-a-dia, como o açúcar, podem ser consideradas drogas”, disse.

Debate

“Falar sobre drogas não deve se restringir apenas a conceituar ‘causa e efeito’, mas debater e levar em conta o contexto sociocultural de cada indivíduo, as propensões à dependência, a relação com o território, com a família e consigo mesmo”, afirma Bruno Falcão, um dos mediadores da roda de conversa e profissional de Educação Física, residente da Rede de Atenção Integrada à Saúde Mental de Sobral (RAISM). Bruno atua diretamente com dependentes químicos no Caps-AD.

DN Zona Norte
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