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07 novembro 2017

Petrobrás reajusta preços da gasolina e o óleo diesel







O Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras – composto pelo presidente da companhia, Pedro Parente, e mais dois diretores – decidiu autorizar novos reajustes de 1,9% na gasolina e 2,3% para o diesel, uma vez que, para a gasolina, o limite superior de variação de 7% fixado pela política de preços da companhia para decisões da área técnica foi atingido. Desde o dia 6 de outubro, quando interrompeu uma sequência de quedas, o preço da gasolina vendida pela estatal vem em trajetória de alta. O aumento acumulado no período é de 18,9%.

A nova elevação do preço dos combustíveis foi causada, principalmente, devido ao aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado exterior, influenciado pela geopolítica internacional, assim como pela continuidade da política de contenção da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). Em nota, a estatal também destacou que foi verificada uma depreciação do valor do real, frente ao dólar, fazendo com que as cotações no mercado externo tivessem nova alta.

A avaliação dos representantes do Gemp é que a política de preços definida pela Petrobras tem sido capaz de garantir a aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio. Com os ajustes definidos ontem, a área de marketing e comercialização da Petrobras volta a contar com uma faixa de -7% a +7% para operar os movimentos de preços necessários ao longo do mês. Caso este limite seja novamente ultrapassado, o Gemp realizará novas reuniões. O reajuste entrou em vigor à zero hora de hoje, nas refinarias.




Suspensão
A Justiça dos Estados Unidos suspendeu o julgamento da ação coletiva de investidores que pedem ressarcimento pelos prejuízos causados por corrupção na estatal. Segundo a empresa, a Corte Federal de Apelações do Segundo Circuito acatou um pedido da Petrobras para que o julgamento fosse adiado, até que a Suprema Corte analisasse recurso da estatal referente à decisão sobre certificação de investidores.

No dia 5 de julho, a corte norte-americana, em uma determinação de segunda instância, determinou que o juiz de primeira instância, Jed Rakoff, da corte Distrital de Nova Iorque, reavaliasse a classificação dos investidores. A decisão foi consequência de um questionamento da Petrobras sobre quais classes de investidores poderiam participar na ação coletiva, que também chegou a suspender a tramitação da ação na época. A ação abrange duas classes de investidores: os que negociaram títulos da dívida e os que negociaram ações da estatal.

Eles pedem ressarcimento pela perda de valor dos papéis após a descoberta de um esquema de corrupção envolvendo diretores da empresa e empreiteiras, que derrubou o valor de mercado da companhia. Na ocasião, a corte determinou que os detentores de títulos sejam reavaliados, mas manteve a classificação dos detentores de ações e permitiu que o pedido voltasse a tramitar.

O Estado
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