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04 novembro 2017

PT ignora impeachment e volta a flertar com PMDB







Há negociações de alianças entre PMDB e PT em 8 Estados; em Alagoas, Lula deu o aval para o partido voltar à base do governo do filho de Renan Calheiros ( Foto: Agência PT )


Brasília. O PT terá de rever, para as eleições de 2018, a proibição de alianças com os partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff, no ano passado, afirmou o presidente do PT paulista, Luiz Marinho, um dos mais próximos ao ex-presidente Lula, e alçado ao posto de pré-candidato ao governo de São Paulo. O "flerte" entre o partido e as legendas rotuladas de "golpistas" já avança no País.

Partido de Michel Temer, o PMDB vai buscar alianças com o PT em pelo menos oito Estados nas campanhas para governador. Os dois partidos eram aliados no governo Dilma, mas tomaram caminhos opostos durante o impeachment da petista.

A reaproximação faz parte da estratégia dos peemedebistas para tentar manter as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal na próxima legislatura, que vai até 2022. Presidente nacional do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) disse que as alianças regionais poderão ser feitas com qualquer legenda. "Não há nenhum tipo de proibição", afirmou.

"Cada Estado tem uma realidade diferente", disse.

Presidente do Senado e tesoureiro da sigla, Eunício Oliveira (CE) é um dos que podem se aliar a uma chapa petista para tentar se reeleger. O peemedebista deve fechar aliança com o governador Camilo Santana (PT) no Ceará. "O PMDB é plural", disse Eunício. "Não tem essa história de não poder fazer aliança com A ou com B".

Além do Ceará, há negociações entre PMDB e PT em Estados como Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Piauí, Sergipe, Tocantins e Goiás. No Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB) deve apoiar um candidato do PT ao governo. Em troca, teria apoio para garantir a reeleição.

Alagoas

Na última terça (31), um ano depois de romper com o governador Renan Filho (PMDB) após o impeachment de Dilma, o PT de Alagoas aprovou em reunião da sua executiva o retorno à base aliada e ao governo do peemedebista. A aliança foi selada com as bênçãos de Lula, que nos últimos meses se reaproximou do senador Renan Calheiros (PMDB), pai do governador.

Presidente do PT alagoano, Ricardo Barbosa disse que a decisão foi tomada por motivos "de ordem política e estratégica".

"Temos observado um afastamento de importantes lideranças do governo de Temer e dos golpistas. O senador Renan Calheiros fez um movimento nesse sentido, o que abriu a possibilidade de uma reaproximação".

A decisão foi precedida de uma reunião com Lula em São Paulo há cerca de um mês. "Ele sinalizou que via com simpatia a ideia (de retorno ao governo Renan Filho) e decidimos acelerar este debate", diz Barbosa.

O movimento já vinha sendo gestado desde agosto, quando Lula passou por Alagoas em sua caravana pelo Nordeste e trocou afagos com Renan Calheiros.

DN
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