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13 setembro 2018

"Repúdio apoio a Eunício Oliveira; Haddad foi ao Ceará é o abraçou", critica Ciro Gomes












Ciro expõe apoio de Haddad a Eunício e credibiliza apoio de Camilo a sua campanha. (Foto: Divulgação)

O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, colocou em xeque a demonstração de apoio do adversário Fernando Haddad (PT) ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), durante visita ao Ceará. Ciro e Haddad devem disputar voto a voto o eleitorado do Nordeste para garantir a presença no segundo turno, e os ataques já se intensificaram.

“Meu ilustre e querido amigo Haddad foi lá no Ceará. Eu numa saia justa porque não aceito o apoio do Eunício Oliveira a mim, repudio, denuncio. Ele foi lá e se abraçou com Eunício Oliveira”, criticou Ciro, em sabatina no O Globo nesta quarta-feira (12).

A crítica ao apoio de Haddad ao presidente do Senado tem reflexo na relação de Ciro com outro petista: o governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição em chapa formal com o irmão de Ciro, Cid Gomes (PDT), e informal com Eunício. Se Haddad tem carta branca para estar ao lado de um dos apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff (PT), o PT terá menos força para impedir Camilo de fazer campanha junto de Ciro.




O governador, que já recebeu pressão do Diretório Nacional do PT por causa da proximidade com o ex-adversário, foi contra a indicação de nome do PT para a segunda vaga no Senado e tem acompanhado o presidenciável do PDT em agendas de campanha. Ainda que tenha dito, em encontro do PT, que estaria com Lula “em qualquer circunstância”, Camilo tem demonstrado maior apoio ao seu padrinho político no Ceará.

Na visita de Haddad ao Estado, em 31 de agosto, ainda como candidato a vice, Camilo também esteve presente em ato no Centro de Fortaleza. Na ocasião, o candidato do PT minimizou o apoio do governador ao adversário. Posar ao lado de Eunício foi um alento para a estratégia de Camilo, mas um golpe para Ciro que, no Ceará, tenta se alinhar à imagem de Lula e se desprender da de Eunício.




Haddad posou ao lado de Eunício em visita no Ceará. (Foto: Divulgação)

O cientista político Cleyton Monte, durante entrevista no Focus.Jangadeiro, ponderou os conflitos que a divisão de Camilo entre Ciro e Haddad pode gerar.

“Camilo, pelas diferentes declarações e pela trajetória dele, está mais próximo do Ciro. Ele sofre pressões por parte do PT e ao mesmo tempo tem um impedimento institucional de fazer campanha para o Ciro. Isso gera uma identificação difícil pelo eleitor, gera uma promiscuidade eleitoral”, pontuou.

Durante sabatina com jornalistas de O Globo, Valor Econômico e Época, Ciro deixou claro que vai tentar chegar ao segundo turno atraindo eleitorado de Lula e batendo no PT, mais especificamente em Fernando Haddad. Por outro lado, também tentou reforçar a imagem de anti-Bolsonaro e se contrapôs a propostas apresentadas por candidatos do mesmo aspectro político de direita.

Na mesma ocasião, questionado sobre firmar alianças no Congresso, se eleito, Ciro fez menção a parlamentares que se aliam a quem está no poder e citou o adversário no Ceará.
“Quantas horas você acha que demora para ele aderir a mim?”, provocou Ciro, após citação à divergência com o presidente do Senado.
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