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14 setembro 2018

Tasso Jereissati diz que Ciro"está sendo incoerente" em trajetória política no Ceará










Tasso Jereissati foi padrinho político de Ciro. (Foto: Gerdan Wesley / PSDB)

O senador Tasso Jereissati (PSDB) fez críticas a Ciro Gomes (PDT) e às articulações do PT no Ceará em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, divulgada nesta quinta-feira (13). O ex-presidente nacional do PSDB falou também sobre a trajetória do partido desde as eleições de 2014 e as estratégias para levar o presidenciável Geraldo Alckmin para o 2° turno.

Padrinho político do pedetista entre os anos 1980 e 1990, Tasso deixou aliança em 2010, quando os irmãos Ciro e Cid Gomes optaram por apoiar dobradinha entre Eunício Oliveira (MDB) e José Pimentel (PT) para o Senado.

“O Ciro de hoje é muito diferente do Ciro de ontem. Ele traçou o caminho dele, que eu discordo. Aqui no Ceará ele está sendo profundamente inconsistente e incoerente com sua trajetória política”, disse Tasso. O senador ressaltou que Ciro tem como alvo feroz de críticas o MDB, mas, no Ceará, “ele e o presidente do Senado estão unidos”.


Tasso disse ainda que o PT tem feito “vista grossa” para o conflito envolvendo o apoio do governador Camilo Santana (PT) ao candidato do partido Fernando Haddad.

“Aqui você tem no mesmo palanque do governador do PT 99% dos prefeitos, a máquina e o apoio do governo federal. Eunício é o homem do Temer aqui, e ele está ajudando o Camilo. (…) O PT não tem estrutura aqui. Quem tem é o grupo dos irmãos Ferreira Gomes. Camilo vai fazer campanha para o Haddad? Fica essa hipocrisia e os petistas fazem vista grossa”, pontou o tucano.
Geraldo Alckmin

Tasso acredita que o candidato do PSDB tem possibilidades de crescer nas intenções de voto no Ceará, mas tem ciência de que não será um crescimento capaz de superar o do ex-presidente Lula ou de Ciro.

Ele ressaltou que não houve grandes crescimentos nas pesquisas entre os candidatos até agora. A saída definitiva de Lula da disputa, acredita, resultará numa mudança mais consistente no comportamento do eleitorado.

Para Tasso, o PSDB já deveria apelar para o voto útil em prol de Alckmin. “Tem muito antipetista votando no Bolsonaro porque não quer a volta do PT”, destacou.

O senador ainda teceu críticas às estratégias do PSDB desde as eleições de 2014. Para ele, o partido errou ao questionar o resultado das eleições e votar contra princípios básicos da legenda, especialmente na economia, “só para ser contra o PT”.

O grande erro, no entanto, teria sido aliar-se ao governo Temer. “Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder”, afirmou.

Tribuna do Ceará
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