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22 outubro 2018

Disputa presidencial chega à última semana em meio a 'guerra suja' das noticias falsas






Em meio a uma “guerra suja” travada entre guerrilhas digitais para difundir notícias falsas contra os adversários, o segundo turno da disputa presidencial chega à sua última semana em um clima de suspense sobre investigações da Polícia Federal para apurar denúncias de fraudes no uso de redes sociais, como o WhatsApp.

Há ainda a expectativa com a divulgação das últimas pesquisas de intenção de voto. Hoje devem sair novos números da FSB/BTG Pactual e da CNT/MDA. Amanhã é a vez do Ibope, que pesquisou sobre a corrida para o Palácio do Planalto e os duelos dos governos estaduais nos quatro maiores colégios eleitorais (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e DF). No domingo (28), 13 estados e Distrito Federal também escolhem governadores. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV entra em ritmo de despedida e acaba na próxima sexta-feira (26).

Uma tradição do período eleitoral será quebrada: não haverá o debate na TV Globo na sexta anterior ao dia da votação, pois Jair Bolsonaro (PSL), líder com folga de 18 pontos no último Datafolha, descartou a participação, apesar da pressão de Fernando Haddad (PT) e sua militância.

Até o fim da semana, a pauta eleitoral tende a seguir no tom denuncista da semana passada, quando veio a público a revelação de um suposto esquema de financiamento envolvendo empresas para propagar em larga escala as chamadas “fake news” contra o petista e favorecer o PSL.

Ontem, em pleno domingo, foi dia de trabalho para autoridades em Brasília, como a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, que enfrenta sua primeira prova de fogo à frente da função. Acompanhada de outros representantes dos Poderes, ela concedeu entrevista coletiva para mostrar o empenho da Justiça Eleitoral em garantir a lisura do pleito.

“A Justiça Eleitoral não combate boatos com boatos, há um tempo para resposta responsável” foi uma das reflexões da discreta Rosa Weber. O ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, deixou claro que a investigação em andamento, que mira o PSL e também o PT, vai correr sob sigilo, descartando o risco de descobertas do inquérito virarem arma política nos derradeiros dias da campanha eleitoral.

Já o ministro Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, usou uma linguagem bíblica para resumir a temperatura da disputa. “Já vivemos muitas vésperas do juízo final, muitas vésperas do fim do mundo. Toda e qualquer tentativa de fraudar a legalidade e a legitimidade do processo encontrará pela frente todos os instrumentos de que dispõe o Estado brasileiro. Não podemos fazer desta semana mais uma véspera de apocalipse”.

À medida que o novo encontro com as urnas se aproxima, os postulantes dão forma definitiva a suas promessas. Bolsonaro confirmou que, se eleito, pretende fundir os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, ideia sem consenso no agronegócio. Já Haddad falou em reajustar em 20% o valor do benefício do Bolsa Família, vitrine da era petista.
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