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14 outubro 2018

O que o povo desfez, Camilo poderá refazer










Após 24 anos como deputado federal pelo Ceará, o carioca e cirurgião-dentista Aníbal Ferreira Gomes, 65, acabou derrotado nestas eleições, ao somar apenas pouco mais que 45% da sua última votação à Câmara Federal. Bem longe dos 173.736 votos recebidos em 2014, os 78.930 votos deste ano, no entanto, garantiram ao candidato do Democratas a primeira suplência na coligação que elegeu seis candidatos do PDT, um do PTB e outro do PSB, no grupo encabeçado por Mauro Filho (157.510 votos), que possui ainda os deputado eleitos Idilvan Alencar, Robério Monteiro, Pedro Bezerra (PTB), Denis Bezerra (PSB), André Figueiredo, Leônidas Cristino e Eduardo Bismarck.

E é justamente por meio do campeão de votos da coligação que Aníbal Gomes deverá voltar a Brasília, diante do provável retorno de Maurinho à Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz), de onde se ausentou para disputar as eleições. A titularidade de Mauro Filho a uma das secretarias mais importantes de qualquer governo, é um desejo conhecido do governador reeleito Camilo Santana (PT).

Aníbal é um dos políticos “cassados” pelo voto popular, após se envolver com denúncias da Lava Jato, mas rejeitada posteriormente pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Ele havia sido citado pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que apontou o deputado como o político que representava o senador alagoano Renan Calheiros na negociação de propinas para o PMDB, atual MDB.

Em suas últimas votações, Aníbal foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos e à Reforma Trabalhista. Também votou contra o pedido da abertura de investigação contra o presidente Michel Temer.

(Foto: Arquivo)

Eliomar de Lima
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