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27 fevereiro 2019

PGR recebe representação por improbidade e peculato contra Bolsonaro








Irregularidades teriam ocorrido entre 2007 e 2016, quando o presidente ocupava o cargo de deputado federal(foto: Sérgio Lima/AFP)


A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro, por suspeitas de peculato e improbidade administrativa. Os documentos foram enviados ao órgão pelo procurador da República do Distrito Federal, Carlos Henrique Martins Lima. Existem indícios de que o chefe do Executivo tenha mantido uma funcionária fantasma em seu gabinete quando era deputado federal.



De acordo com os autos, a ex-assessora de Bolsonaro Nathália Queiroz registrou presença na Câmara, em Brasília, mesmo trabalhando em horário comercial como personal trainer no Rio de Janeiro.


De acordo com o procurador, as irregularidades teriam ocorrido entre 2007 e 2016, quando o presidente ocupava o cargo de deputado federal. O envio dos documentos à PGR foi revelado pelo portal G1 e confirmado pelo Correio junto ao Ministério Público Federal (MPF).


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De acordo com informações obtidas pela reportagem, o processo já está à disposição da procuradora Raquel Dodge, mas ainda não foi analisado. Nathália é filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do chefe do Executivo.


Fabrício é alvo de uma investigação por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele foi citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em decorrência de movimentações atípicas em uma de suas contas.


Raquel Dodge decide se pede ou não abertura de inquérito contra o presidente. O presidente da República não pode responder penalmente por atos alheios ao mandato enquanto permanecer no cargo. No entanto, as diligências podem ser realizadas mesmo neste período.
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