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13 março 2019

Deputados articulam estratégicas nas bases para eleições 2020






Faltam quase dois anos para as próximas eleições municipais. Parece muito tempo, mas não para lideranças políticas. Deputados estaduais iniciam, nos bastidores, a articulação em torno dos possíveis candidatos que apoiarão em seus redutos no interior do Estado. Mal começaram os mandatos na Assembleia Legislativa e alguns parlamentares, inclusive, já planejam disputar prefeituras em 2020. De olho em musculatura para a campanha, eles têm buscado partidos maiores e atraído novos aliados.

Esse é o plano do deputado estadual Bruno Gonçalves, filho do ex-prefeito do município de Eusébio, Acilon Gonçalves. O pai assumiu a presidência estadual do PR, no último mês de fevereiro, levando o filho com ele. Bruno permanece filiado ao Patriota até que a Justiça Eleitoral oficialize a troca de legenda, no próximo mês de abril. A ida do grupo para o Partido da República, que dispõe de uma maior fatia do Fundo Eleitoral e de tempo de TV e rádio, é estratégica. O parlamentar trabalha para disputar a Prefeitura de Aquiraz no ano que vem e pretende conquistar outras na região.

Além do PR, o grupo pretende manter um aliado no comando do Patriota no Estado: Samuel Braga. "O nosso objetivo é chegar em mais de 200 vereadores e mais de 15 prefeitos. Já estamos nos organizando, a gente vive a política 24 horas por dia, então a gente tem que organizar e focar naquilo que a população está com vontade".

As movimentações em torno da sucessão em Maracanaú também já acontecem nos bastidores. Lá, o grupo político liderado pelo deputado federal Roberto Pessoa (PSDB) disputa o comando do município com o grupo do ex-prefeito Júlio César. A deputada estadual Fernanda Pessoa (PSDB) afirma que eles têm aproveitado o mandato do pai para levar projetos para o Município.

"Tentando conseguir os apoios em nível federal. Foi lançado o Plano de Segurança (Federal) e o município de Maracanaú foi escolhido. Ele vai ficar em evidência, vai começar o trabalho por Maracanaú, então vai ser um município-exemplo", destaca. Já em Caucaia, por outro lado, a deputada Érika Amorim (PSD) diz que é cedo para tratar da sucessão do seu esposo, o prefeito Naumi Amorim (PSD). "Apesar de que eu sei que é muito dinâmico esse mundo da política, essas articulações, ainda é cedo", considera.

Fortaleza

Foi também pensando nas próximas eleições que a cúpula do PSL no Ceará decidiu indicar o deputado estadual André Fernandes, o mais votado na Assembleia em 2018, para presidir o partido em Fortaleza. Depois da eleição do presidente Bolsonaro, ele diz que o partido passou a ser assediado por prefeitos em busca de apoio. Fernandes nega existir acordo para apoiar uma candidatura na Capital, descartando aliança selada em torno de eventual candidatura do Pros, de quem é aliado.

"Pretendemos lançar um nome de direita, conservador, que esteja alinhado 100% com o presidente Bolsonaro. Hoje não estudamos nenhum nome, o PSL é um partido de missões, então estamos aqui para missões, tendo em vista que, até o momento, não se apresentou nenhum candidato que esteja 100% alinhado com Bolsonaro", diz.

Interior

Na Região do Cariri, as disputas municipais costumam ser acirradas também. O deputado Fernando Santana (PT), que perdeu a disputa pela Prefeitura de Barbalha em 2016, já vem sendo rodeado pelos seus aliados nos municípios onde é votado, para costurar apoios aos sucessores.

"Irei me articular no município de Barbalha e em outros municípios com outros nomes, agora com o meu nome, se pretendo ou não ser candidato, é muito cedo. Eu quero no Parlamento fazer um trabalho, nesses quatro anos, que leve à melhoria da qualidade (de vida) do povo cearense".
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