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27 maio 2019

Prisão do ex. jogador cancela torneio com Ceará e Fortaleza






Atleta que atuou pelo Fluminense mantinha empresa que negociava mandos de campo em partidas do futebol nacional, mas foi acusado de fraude em borderôs de eventos, sendo preso pela Polícia Civil do Distrito Federal


Roni é dono de uma empresa, a Roni7 Eventos, que negocia mando de jogos pelo País e é também o responsável pela venda de ingressos.Foto: Divulgação/Vila Nova



A partida entre Ferroviário e Corinthians, pela Copa do Brasil, no último dia 7 de fevereiro, foi uma das peças chave para a Polícia Civildo Distrito Federal prender o ex-jogador Roni. A prisão, relacionada a fraudes em borderôs de jogos negociados ao redor do País, impedirá o acontecimento de um torneio amistoso que reuniria Ceará, Fortaleza, Palmeiras e Vasco, na Capital cearense.

A competição aconteceria no período da Copa América.


Roni foi acusado de acusado de fraudar boletins financeiros de partidas de futebol. Além do ex-jogador do Fluminense e da seleção brasileira, foi detido o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos.

Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram autorizados pela 15.ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal. As buscas ocorrem em Brasília, Luziânia e Goiânia, na casa dos investigados e em empresas.

Operação

De acordo com a Divisão de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária da Polícia Civil do Distrito Federal, o grupo informava um número menor de torcedores que compraram ingresso com o objetivo de pagar um aluguel menor e também ter descontado menos impostos locais e federais. Neste sábado, o público pagante divulgado foi de 33.143 pessoas, para uma renda de R$ 2 320.830,00.

Roni é dono de uma empresa, a Roni7 Eventos, que negocia mando de jogos pelo País e é também o responsável pela venda de ingressos. O ex-jogador, inclusive, estava à frente da organização de um torneio amistoso durante a Copa América que reuniria Ceará, Fortaleza, Palmeiras e Vasco em um quadrangular na capital cearense.

"Na investigação aprofundamos em outros eventos e outras praças. Fizemos entrevistas com servidores de federações, e eles notavam certa diferença entre público presente e público declarado pela empresa nos borderôs", afirmou o delegado Leonardo de Castro, em entrevista coletiva.

"Isso ficou claro no jogo do dia 7 de fevereiro na Copa do Brasil entre Corinthians e Ferroviário quando o próprio narrador do jogo ao receber a informação do público presente, comentou que no estádio havia mais torcedores do que os divulgados", disse o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal.

DN
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