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14 abril 2020

Partidos se fortalecem com mais prefeitos, outros perdem bancadas no legislativo






As filiações e mudanças de partidos entre vereadores, encerradas no início de abril para quem pretende concorrer às eleições municipais deste ano, mexeram com a correlação de forças políticas no Ceará e fizeram algumas siglas desaparecerem da Câmara Municipal de Fortaleza. Grupos políticos no Estado disputaram o passe de lideranças, principalmente de prefeitos, de olho em se fortalecerem para os pleitos de 2020 e de 2022. PDT e PSD são as siglas que mais cresceram no cenário estadual, mas outras também conseguiram atrair novos quadros.


O PDT, comandado pelos irmãos Cid e Ciro Ferreira Gomes, que já era o maior partido do Estado em número de prefeitos, aumentou ainda mais depois das filiações realizadas neste ano para a disputa de outubro próximo. Em 2016, a sigla elegeu 49 prefeitos. Agora está com 65, após a adesão, por exemplo, dos gestores de Maranguape, Aquiraz e Redenção.

O presidente do PDT no Ceará, deputado federal André Figueiredo, diz que, para as eleições deste ano, a meta é eleger 70 prefeitos. “Estamos trabalhando duramente junto com o senador Cid, os colegas deputados federais e estaduais, para que possamos fazer do PDT, junto com os partidos aliados, esse projeto de sustentação do governador Camilo Santana e um projeto diferenciado para o Brasil”, apontou o pedetista.

Saldos

Outra sigla que cresceu no Ceará foi o PSD, liderado pelo grupo político do ex-vice-governador Domingos Filho, cujo filho, Domingos Neto, é deputado federal, e a esposa, Patrícia Aguiar, deputada estadual, ambos também filiados ao partido. O número de prefeitos cearenses no PSD saltou de 18, que foram eleitos pela legenda no último pleito de 2016, para 36 atualmente.

O PT também aumentou seus quadros no Estado, ainda que não tanto em comparação com outras legendas. O partido do governador Camilo Santana saiu de 14 dos 184 prefeitos no Estado para 16, com as filiações do atual prefeito de Crato, no Cariri, Zé Ailton Brasil, que estava no PP, e também do prefeito de Poranga, Dr. Cárlisson, eleito pelo PDT em 2016.

O saldo obtido após o período de filiações, encerrado em abril, é comemorado pelo presidente estadual do PT, Antônio Conin. “A expectativa (para as eleições de outubro) é de crescimento em todo o Estado”, afirmou. Segundo ele, o pleito de 2020 é uma preparação do projeto petista para 2022, no Estado e também em âmbito nacional.

O PL, ligado ao grupo político do prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, perdeu alguns prefeitos, mas ganhou outros. Com isso, a legenda permanece com o mesmo número de prefeituras no Estado: 12.

Avaliações

Já o MDB, comandado no Ceará pelo ex-senador Eunício Oliveira, é outro dos partidos que perderam prefeitos. Pelo menos, mais de um. Eunício não soube informar quantos, mas fez questão de dizer que não está com preocupado com números.

“Se tinha 30 e ficou com 20, isso não faz menor diferença. Quem quiser apostar na velharia, no sentido do pensamento político, de gente que tem 15, 20 processos de improbidade tentando se salvar, que aposte. O MDB optou por outro caminho, o de renovação, da juventude e da mulher”, sustentou o ex-presidente do Congresso Nacional.

Na oposição, o Pros, comandado pelo deputado federal Capitão Wagner, não atraiu prefeitos. Ele diz que “nunca sonhou” com isso, “porque os prefeitos buscam proximidade com o Governo do Estado para ter sustentação que garanta recursos para os seus municípios”.

Legislativo

Por outro lado, o dirigente afirma que o Pros conta com nomes “fortes” para concorrer às prefeituras. A mais cobiçada é a de Fortaleza, que Wagner deve disputar pela segunda vez. Mas há também as Prefeituras de Caucaia, São Gonçalo do Amarante e de Maranguape, que estão no radar de disputas do partido.

O presidente estadual do Pros destaca, por outro lado, o crescimento no número de vereadores filiados ao partido. Segundo ele, cerca de 20 se filiaram em todo o Estado. “Isso fortaleceu o partido. A gente está muito mais focado em eleger vereadores, prefeitos e vice-prefeitos do que simplesmente filiar pessoas que nem sequer tenham chances de ser reeleitas ou que nem vão concorrer”, avaliou.

Após rachas internos no PSL, comandado no Ceará pelo deputado federal Heitor Freire, o Pros também atraiu pré-candidatos a vereador oriundos do ex-partido do presidente Jair Bolsonaro. Wagner cita quatro nomes recém-filiados, alguns dos quais haviam disputado o pleito de 2018 pelo PSL: Hélio Góis (que foi candidato a governador), Coronel Bezerra (suplente de deputado federal), Dr. Marcos (que também é suplente de deputado) e Inspetor Alberto (assessor do deputado estadual André Fernandes).

Já o PSDB continuou tendo baixa nos seus quadros. Dos 12 prefeitos eleitos pela legenda tucana em 2016, metade se desfiliou e o partido tem, hoje, seis gestores nos municípios de Maracanaú, Horizonte, Itapipoca, Cruz, Barbalha e Morrinhos. A sigla também perdeu 11 dos 122 vereadores tucanos no Estado.

Apesar disso, o presidente do PSDB no Estado, Luiz Pontes, acredita que a legenda está fortalecida para o pleito. “Temos diretórios e comissões provisórias do PSDB em 110 cidades e 70 pré-candidatos a prefeito, fora os que vão para a reeleição”.

Câmara

A janela partidária – período que vereadores tiveram para trocar de partido sem risco de perda de mandato – também mexeu com a composição da Câmara Municipal de Fortaleza e fez sete siglas desaparecerem da Casa, porque ficaram sem vereador.

São eles: PRTB, PTC, DC, Podemos, Republicanos, PRP e Patriota. Esses dois últimos já tinham se fundido, após as eleições de 2018, porque o PRP não elegeu número suficiente de deputados federais para ultrapassar a chamada cláusula de barreira.

DN 
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