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23 junho 2021

PT Ceará sinaliza maior foco em Lula para pleito de 2022








O Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará, já avançando nos preparativos para a atuação nas eleições gerais de 2022 no estado, definiu nesta terça-feira (22) oficialmente os nomes que participarão do grupo de trabalho que vai atuar definindo estratégias para o pleito no ano que vem. As definições, assim como outras sinalizações do partido, apontam para um foco em articular no Ceará a candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto, prioridade número um da legenda.FOTO DIVULGAÇÃO



Em reunião virtual realizada ontem, o diretório estadual definiu que Ilário Marques, ex-prefeito do município de Quixadá, ficará responsável por coordenar a campanha do ex-presidente no estado. Em meio a isso, surgem internamente esforços para viabilizar o lançamento de uma candidatura própria ao Governo do Estado que seja fiel a Lula – o que funcionaria não só como mais uma ferramenta de fortalecimento da chapa presidencial no Ceará, mas também como um contraponto definitivo ao grupo político dos Ferreira Gomes, que deve lançar candidato pelo PDT.

A aliança histórica entre o grupo e o PT a nível estadual pode se tornar vítima do distanciamento entre os principais líderes de cada, com o ex-governador Ciro Gomes (PDT) investindo consistentemente em críticas duras ao ex-presidente da República desde 2018. A perspectiva de lançamento de uma candidatura a governador de José Airton Cirilo ou Luizianne Lins (principais nomes que têm se prontificado para o posto até o momento) significaria a reedição da disputa vivida em Fortaleza na última eleição municipal, com PT e PDT disputando entre si no primeiro turno e enfrentando ainda o deputado federal Capitão Wagner (Pros), que vem se colocado como pré-candidato pela oposição.

Outra frente de articulações do partido no estado – também girando em torno do apoio a Lula – diz respeito ao MDB, na figura do ex-senador Eunício Oliveira. Eunício, que vem declarando apoio ao ex-presidente e ao projeto representado por ele desde 2018, é colocado como ainda outro potencial candidato de Lula no Ceará, após ter perdido o mandato no Senado por pouca diferença nas últimas eleições gerais. Ele também foi uma das lideranças com quem o ex-presidente se encontrou no último mês em Brasília, articulando definições para 2022.

Camilo
Em meio a isso, encontra-se mais uma vez em situação delicada o governador Camilo Santana (PT), que termina o mandato no ano que vem. Em um momento em que as relações entre PT e PDT estão ainda mais frágeis do que antes, o governador é cobrado por “fidelidade” por uma parcela do partido, com ele tendo atuado consistentemente durante seu mandato para unir as duas forças em torno de um só projeto.

Ele, que foi lançado ao Governo do Estado pelo grupo político do PDT em 2014, diz que acredita na possibilidade de união entre Ciro e Lula em 2022. “Eu inclusive provoquei o encontro entre Ciro e Lula ano passado, tinha anos que não se encontravam. Acredito que eles têm muito mais convergência do que divergência”, disse ele em entrevista na semana passada. Camilo, que em 2018 não divulgou definição de apoio a Ciro ou Fernando Haddad (PT) no primeiro turno, chegou a tentar unir os dois partidos em Fortaleza, na eleição de 2020 à Prefeitura, sem sucesso.

Além disso, o governador também admitiu, na mesma ocasião, que está aberto a lançar candidatura ao Senado Federal no ano que vem, o que também pode gerar insatisfação em setores do PT local, levando em conta que só haverá uma vaga para senador em 2022. As articulações seguem em aberto.

Ceará Agora 
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