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06 novembro 2021

Avião de Marília Mendonça atingiu fios de alta tensão e órgãos da FAB apura colisão



Bimotor fabricado em 1984 tinha permissão para táxi aéreo, segundo registro da Anac; acidente deixa cinco mortos

Por: Imprensa Livre do CearáFonte: Folha de São Paulo



Fonte na Aeronáutica confirmou que o Cenipa apura eventual colisão da aeronave com fios de alta tensão e se esse seria o motivo da queda do avião.


O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos), da Força Aérea Brasileira, a FAB, vai investigar o acidente aéreo que matou a cantora Marília Mendonça, de 26 anos, ícone da música sertaneja brasileira e decisiva para o protagonismo recente de mulheres no gênero.

Fonte na Aeronáutica confirmou que o Cenipa apura eventual colisão da aeronave com fios de alta tensão e se esse seria o motivo da queda do avião.



Na noite desta sexta-feira (5), a Cemig, empresa distribuidora de energia de Minas Gerais, confirmou em nota que o bimotor atingiu um cabo de uma torre de distribuição da companhia, localizada em Caratinga (cidade a 309 quilômetros de Belo Horizonte). O choque poderia ter provocado o acidente.

O órgão da Aeronáutica, em nota, destacou investigadores que atuam no Rio de Janeiro, no serviço regional de investigação e prevenção de acidentes.


A Aeronáutica afirmou que a aeronave que caiu tem a matrícula PT-ONJ. Outras quatro pessoas morreram no acidente, piloto e copiloto entre elas.


"Na ação inicial os investigadores identificam indícios, fotografam cenas, retiram partes da aeronave para análise, ouvem relatos de testemunhas, reúnem documentos etc. Não existe um tempo previsto para essa atividade ocorrer, dependendo sempre da complexidade da ocorrência", afirmou a Aeronáutica, em nota.

Com a investigação, o Cenipa busca evitar novos acidentes com características semelhantes, segundo a nota. "A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os fatores contribuintes."

A consulta de matrículas no sistema de registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostra que a aeronave é de propriedade da empresa PEC Táxi Aéreo, com sede em Goiânia. Marília Mendonça era goiana e vivia na capital.


Conforme o registro na Anac, havia permissão para operação de táxi-aéreo. O bimotor foi fabricado em 1984, conforme o mesmo registro.

Em nota, a Anac afirmou que "se solidariza com os familiares das vítimas do acidente aéreo na serra de Caratinga".

"A aeronave de matrícula PT-ONJ, modelo C90A, tinha como proprietário e operador a empresa Pec Taxi Aereo Ltda e possuía capacidade para transportar seis passageiros, além dos pilotos", disse a agência.

Segundo a Anac, de acordo com o RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), o avião estava com o CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) válido até 1º de julho de 2022.


Segundo Raul Marinho, gerente técnico da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), há a possibilidade de que o acidente tenha sido provocado pela colisão da aeronave contra fios de alta tensão.

Dados registrados no Rotaer, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, uma espécie de catálogo de informações sobre todos os aeroportos do país, indicam dois obstáculos temporários no entorno do aeroporto, uma antena e uma torre.

As informações de ambos entraram no sistema em julho e setembro deste ano, respectivamente. Há também registro de um obstáculo não iluminado, um morro, como uma notificação que a informação deve ser observada por quem voa no local.
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