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16 dezembro 2021

Alckmin indica propensa a se tornar vice de Lula em 2022











Ao comunicar que iria se desfiliar do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin deixou mais claro a pessoas próximas que atualmente está propenso a encampar o projeto de ser candidato a vice ao lado do ex-presidente Lula (PT). Segundo relatos, o agora ex-tucano verbalizou que precisa pensar no país e que se aliar a uma chapa com o petista pode trazer a candidatura de Lula para o centro, afastando tentativas de atrelar a ela a pecha de radical de esquerda.


Aliados de Alckmin que conversaram com ele nos últimos dias o veem maduro na decisão. O ex-governador de São Paulo chegou a dizer, em encontro com um prefeito paulista, que já havia recebido convite de Lula para se juntar à chapa. E, de acordo com pessoas próximas ao ex-tucano, o ex-presidente e Alckmin têm se falado com frequência.
Alckmin se desfiliou nesta quarta-feira (15) do PSDB e afirmou, em mensagem nas redes sociais, que deu o melhor de si durante os 33 anos em que foi filiado ao partido. “É um novo tempo! É tempo de mudança.”

Embora reconheça haver conversas, uma parte da cúpula do PT não confirma o convite e trata a possibilidade da chapa com cautela. “Não tem nenhuma conversa formal na mesa com a gente”, diz a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Segundo ela, o partido está em processo de conversa com outras siglas e de decisão interna a respeito da formação de federações – quando as legendas se unem nacional e regionalmente por quatro anos. O PT discute a possibilidade de se unir a PSB, PCdoB e Psol. “Caso seja formada [a federação], a decisão passa a não ser só do PT. Claro que temos uma preponderância na montagem da chapa, mas tem que ouvir a todos [os partidos], senão é desconsideração”, diz ela.

Costuras
Apesar da cautela de Gleisi, nos bastidores, alas do PT dizem que Lula está entusiasmado com a ideia de se unir a Alckmin e que as tratativas estão avançadas. As conversas entre petista e ex-tucano ocorrem pelo menos desde novembro e tem como entusiastas membros do PT e do PSB. A definição do partido para o qual Alckmin migraria para se juntar ao petista, no entanto, não está fechada. O destino mais provável do ex-tucano é o PSB.

No entanto, dirigentes do PSB têm condicionado a filiação de Alckmin e a formação da chapa ao apoio ao nome de Márcio França (PSB-SP) como candidato ao governo paulista. Para isso, o PT deveria renunciar à candidatura de Fernando Haddad (PT-SP), ex-prefeito paulistano, o que sofre resistências internas. Alckmin indicou ter ficado chateado com a condição imposta pelo PSB e passou a considerar outras opções de partidos para migrar, como Solidariedade e PSD.

No caso deste último, o convite está inicialmente atrelado à candidatura do ex-tucano ao Governo de São Paulo. Com isso, seria necessário haver uma construção para o presidente da sigla, Gilberto Kassab, topar unir-se a Lula. Isso porque Kassab lançou a pré-candidatura à Presidência de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.
De toda forma, no PSB, a aposta é que a aliança sairá e que Alckmin se filiará à sigla. A decisão de o PT abrir mão de Haddad, avaliam integrantes do PSB, não será fácil de ser concretizada, mas nascerá. O PSB paulista, inclusive, elaborou e mostrou ao ex-tucano pesquisas para embasar a decisão e mostrar que ele poderia agregar votos a Lula.

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