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03 dezembro 2016

MPCE iniciou investigação que levou à prisão mulher suspeita de matar quatro familiares envenenados



Motivado por informações repassadas pela comunidade, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da Promotoria de Justiça da Comarca de Aratuba, iniciou em julho deste ano investigação que levou ao pedido de prisão temporária de Claudiana de Sales Gomes, suspeita de matar envenenados o marido e o sogro e dois de seus quatro filhos, entre os anos de 2010 e 2014. A mulher foi presa na última sexta-feira (25/11) em Canindé, onde estava morando.
Das quatro pretensas vítimas, apenas a última, filha da suspeita, teve o corpo examinado na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O laudo apontou que a menina, que tinha dois anos de idade na época, morreu devido a envenenamento por rodenticida, popularmente conhecido como chumbinho. Os corpos das outras três pessoas, entre elas outro filho da suspeita que também tinha dois anos de idade quando faleceu, em 2011, foram encaminhados para o Sistema de Verificação de Óbito (SVO) e por isso não foram periciados.
A Promotoria de Aratuba informou que o delegado solicitará ao Instituto Médico Legal (IML) a perícia indireta das demais vítimas através do prontuário e dos depoimentos em que descrevem os sintomas apresentados pelas vítimas antes do óbito. As duas filhas mais velhas da suspeita já foram ouvidas na Promotoria de Justiça e na delegacia.
A promotora de Justiça Camila Frota Furlan explica que iniciou a investigação após pessoas da comunidade do Mundo Novo, localizada na zona rural de Aratuba, comentarem estranhar a morte, sem causas aparentes, de quatro pessoas de uma mesma família no intervalo de cinco anos. Diante das suspeitas levantadas, a promotora de Justiça colheu depoimentos de parentes e amigos e, uma vez que a apuração foi se afunilando, requisitou à Polícia Civil a instauração de inquérito policial para investigar a suspeita pelas quatro mortes.
Após colher novos depoimentos, o titular da Delegacia Municipal de Guaramiranga (9° Região) solicitou o laudo da Pefoce referente à morte da filha da suspeita, confirmando a presunção de que ela não teria morrido por causas naturais. Diante dos indícios, o delegado requereu na Justiça a decretação da prisão temporária até o término das investigações.
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