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14 julho 2017

Gasolina cai 0,10 na Capital em duas semanas







Alguns postos de Fortaleza comercializavam, ontem, o litro da gasolina por R$ 3,60. Um deles era o Posto Petrocar III, no bairro de Fátima ( Foto: Reinaldo Jorge )
01:00 · 14.07.2017 / atualizado às 01:27

Desde que a Petrobras passou a ajustar o valor médio dos combustíveis diariamente de acordo com o comportamento do mercado internacional, no último dia 30 de junho, os preços da gasolina começaram a dançar em ritmo mais frenético em todo o Brasil. Em Fortaleza, até agora, a mudança está beneficiando o consumidor, que já sente uma economia de cerca de R$ 0,10. A redução, contudo, deve ser menor nos próximo dias, umas vez que a Petrobras anunciou ontem aumento de 1,7% no calor da gasolina nas refinarias, preço que passa a vigorar hoje (14).

Atualmente, existem postos em Fortaleza vendendo o litro da gasolina comum por R$ 3,60, como é o caso do Posto Petrocar III, de bandeira Shell, localizado na Rua Felino Barroso, no bairro de Fátima. Mas ainda há postos vendendo o combustível por R$ 3,69, o que representa uma variação de 2,5%. Grande parte, contudo, vende o litro da gasolina a R$ 3,67. Em relação ao último levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), quando o preço médio em Fortaleza era R$ 3,78, o valor é quase 3% (R$ 0,11) menor.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos-CE) reforça que o preço dos combustíveis é livre em toda a cadeia do segmento (refinarias, distribuidoras e postos), sendo o valor dos produtos definido por cada agente econômico.

Repasse

Apesar do recuo no preço da gasolina na cidade, o consumidor poderia ser ainda mais beneficiado, caso as reduções fosse repassadas integralmente às bombas de combustíveis.



Considerando as sete alterações no valor médio anunciadas pela Petrobras, do dia 1º de julho até ontem (13), quando a estatal comunicou alta de 1,7% a partir de hoje, foram cinco quedas e dois aumentos. Se as variações chegassem de forma integral ao consumidor final, o preço médio do litro da gasolina poderia ser encontrado por até R$ 3,55.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela estatal no dia 30 de junho. A partir da nova orientação, a área técnica de marketing e comercialização da Petrobras poderá realizar ajustes sempre que achar necessário, dentro de uma faixa determinada, de redução de 7% a alta de 7% sobre os preços vigentes dos derivados nas refinarias.

Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. A empresa perdeu participação de mercado no primeiro semestre, por conta de competidores que estavam trazendo combustíveis mais em conta do exterior, aproveitando o momento de recuperação de margens, adotado pela estatal. Com isso, as refinarias da estatal estavam trabalhando com menores patamares de utilização da capacidade, o que significa que o custo de produção de cada litro estava saindo mais caro para a companhia.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, agora, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

DN
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