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11 janeiro 2018

Em áudio, mulher ameaçou ex. marido antes de matá-lo a paneladas



Em áudio, mulher ameaçou ex-marido antes de matá-lo a paneladas; ouça
João Stangherlin/JBr

Um áudio atribuído à mulher que matou o marido no Incra 7 confirmaria a tese da polícia de que o relacionamento era marcado por desavenças e agressões. Na mensagem de voz enviada a um dos filhos da vítima, Geraldo Palasso, 72 anos, é ameaçado de morte pela ex-mulher se aparecesse na chácara 381, Gleba 3, do Incra 7, em Brazlândia – local do crime. Francisca Cordeiro, 52, está presa após agredi-lo com uma panelada na cabeça.
“Ele não volta mais aqui, não. Porque se ele voltar, ele é morto. Juro para você, ele é morto”, afirma a mulher ao final do áudio. Ela diz ainda que o idoso só voltaria no local com um mandado judicial e que faria valer os direitos dela.
Após ser golpeado, Geraldo saiu cambaleando por cerca de 300 metros até cair na rua em que foi socorrido pelo filho. Porém, morreu pouco tempo depois.
Brigas
Essa foi a última entre as muitas brigas entre Francisca Cordeiro e Geraldo Palasso. O casal estava separado há mais de um ano e não morava na mesma residência. O relacionamento era marcado por idas e vindas, conforme revelou o delegado de plantão da 24ª DP (Ceilândia), Tharmes dos Santos. A partir do relato do filho da vítima, concebido em outro casamento, o delegado expôs que a tensão entre o casal era constante. “Era um relacionamento volátil. Há registros de várias ocorrências policiais envolvendo os dois. É um histórico de brigas. Há vários registros dela contra ele, inclusive”, afirma.
Na manhã de hoje, Geraldo Palasso teria ido à chácara onde a ex-mulher estava para verificar um suposto estrago no imóvel. Segundo o relato do filho da vítima à polícia, a mulher teria quebrado partes da residência. “O rapaz diz que aconselhou o pai a não ir até lá, mas ele foi”, completa o delegado.
Depois de se encontrarem no local, os dois começaram a discutir, por volta das 10h, e a arremessar objetos um contra o outro. O caseiro da chácara ouviu estilhaços, muito barulho e gritos de “chame a polícia”, que vinham de ambos os envolvidos. Eram 10h25 quando o funcionário acionou a PM e o filho de Geraldo.
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