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20 julho 2018

Se Lula fizer campanha, Ciro Gomes é quem mais perderá votos, diz estatístico









Aliança de Ciro Gomes com DEM pode inviabilizar apoio do PT de Lula. (Foto: Ricardo Stuckert)

Ainda que não seja candidato à presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode prejudicar os planos do cearense Ciro Gomes (PSL), se for solto da prisão para fazer campanha. A afirmação é do estatístico Paulo Guimarães, que soma 29 anos de atuação em campanhas eleitorais de vários partidos, do Psol ao DEM.

Em entrevista ao Valor Econômico, Guimarães afirmou que Lula tem potencial para elevar as intenções de um candidato do PT para 20% a 22%, seja Fernando Haddad seja Jaques Wagner. Isso poderia levar o partido ao segundo turno das eleições e, consequentemente, ameaçar a posição de Ciro. Porém, o avanço desse percentual será determinado pelas condições de Lula, que está preso, para fazer campanha.

Questionado sobre quem tem mais chances de ir para o segundo turno, se o PT ou Ciro, no cenário da esquerda, ele acredita que está mais difícil para o pedetista.



“Dentro da imagem positiva do Lula, daqueles que simpatizam com ele, quem tem mais voto é o Ciro. Se o Lula participa ativamente da campanha, ele vai tirar de quem tem mais voto ali e transferir para o candidato dele”, pontuou o estatístico.
Centrão

A saída para a campanha do ex-ministro seria conseguir o apoio do chamado Centrão, que inclui partidos como DEM, PP, SD, PRB e PR. “O Ciro perderá grande parte dos seus eleitores hoje desde que o Lula consiga fazer campanha. Mas o centro pode compensar isso, o Ciro fica com a imagem muito maior”, pontua o analista.

O problema de ter um discurso de esquerda e se aliar com siglas de ideias conservadoras, no entanto, seria um problema “para o marketing resolver”, diz Guimarães.
Candidatura

O PDT vai formalizar a candidatura de Ciro Gomes à presidência da República nesta sexta-feira, 20, em Brasília. Nesta quinta-feira, o pré-candidato corre para garantir o apoio do centrão.

Segundo a Folha de S. Paulo, Ciro defenderá um “manual de decência” em convenção e evitará temas polêmicos com os partidos de centro-direita, como reforma trabalhista e taxação das grandes fortunas.

Em compensação, Ciro deve dar destaque a pautas mais ligadas ao grupos, como combate à corrupção, mais financiamento à segurança pública e adoção políticas de geração de emprego.

Tribuna do Ceará
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