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04 novembro 2019

Uso do reconhecimento facial resulta em prisão na Capital






As tecnologias desenvolvidas para combater a criminalidade vêm interferindo, diretamente, na rotina de trabalho dos agentes da Segurança Pública do Ceará. Se tornaram rotineiras diligências realizadas a partir do uso de aplicativos e câmeras. A inteligência artificial auxilia diretamente nas prisões e apreensões.

Na última semana, o uso de uma nova ferramenta adotada no Estado resultou na prisão de um suspeito com antecedentes criminais por tráfico de drogas, furto e receptação. Jaime Teixeira de Sousa, de 21 anos, foi preso em posse de uma moto roubada. A prisão dele foi possível após Jaime ser identificado por meio da tecnologia do reconhecimento facial.


Jaime Teixeira foi o primeiro a ser preso no Ceará através do uso desta ferramenta. De acordo com o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, o recurso do reconhecimento facial começou a ser utilizado há pouco tempo no Estado.

"Vinha em fase de testes e agora já disponibilizamos uma versão beta, que mais policiais podem baixar e fazer uso. Temos expectativa até o fim de novembro de disponibilizar para maior parte do efetivo e ficar disponível para muitos policiais usarem isso na abordagem e trabalho de investigação rotineira", disse.

Investimento

Conforme André Costa, a tecnologia do reconhecimento facial funciona por meio de um aplicativo para smartphone. O aplicativo foi desenvolvido no Ceará com apoio de pesquisadores contratados pela Secretaria com uso de recursos do Estado para bolsas de pesquisas. Os algoritmos do aplicativo realizam cálculos por meio de uma fotografia e identificam uma face em meio a milhões de pessoas.

No caso que resultou na prisão de Jaime, a ferramenta foi usada quando o homem repassou aos policiais um nome, que levantou suspeitas das autoridades. A equipe decidiu fazer uso da tecnologia inserida no Portal do Comando Avançado (PCA) da SSPDS e, com uma foto tirada pela câmera do smartphone, a ferramenta chegou ao nome verdadeiro do abordado.

André Costa explica que a ideia é que o aplicativo possa identificar qualquer pessoa, e não só as que já têm ficha na Polícia. Para isso, diversas bases de dados foram acopladas ao servidor. De acordo com o secretário, as faces vindas de diversas bases de dados fazem com que o reconhecimento aconteça com alto grau de precisão. "É claro que a gente não vai estar em uma abordagem de rua, tendo como primeira forma de reconhecimento, o aplicativo. O cidadão vai apresentar a sua documentação. É importante para o policial saber com quem ele está lidando nas ruas ou nas investigações. É a base de tudo nós conhecermos com quem o policial está tendo contato e gerando alertas por exemplo, uma pessoa que está com mandado de prisão em aberto. Existe essa importância também para o cidadão que esquece documento. Evita que ele seja conduzido até uma delegacia, ganha tempo o policial, ganha tempo a pessoa abordada", afirmou Costa.

A Secretaria da Segurança Pública destaca que, hoje, 50 composições no Ceará utilizam o reconhecimento facial no aparelho celular. O secretário pontua a importância de parte das soluções ser desenvolvida com tecnologia: "pensamos na ferramenta, em como precisamos que ela seja. Entendemos as dificuldades que os policiais têm nas ruas e buscamos soluções para vencer os desafios".

DN
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