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27 setembro 2020

Bloco governista detém maioria dos candidatos no Ceará, nas eleições trará desafios








Legenda: Legendas ligadas ao Palácio Abolição são maioria no número de candidatos no Ceará
Foto: Fabiane de Paula

INÁCIO AGUIAR



A disputa pelo voto de 6,5 milhões de cearenses aptos a participarem das eleições deste ano começa hoje (27) com o primeiro dia oficial de campanha eleitoral nas ruas ou por meio da internet. Serão, no Ceará, 15.835 candidatos registrados na Justiça eleitoral, dos quais 597 são a prefeito e mais de 14 mil disputam vagas nas câmaras municipais. O número deste ano representa crescimento de 6,2% em relação a 2016, quando foram 14.910 candidatos no total.

As estatísticas apresentadas pela Justiça Eleitoral mostram, em relação ao número de postulantes inscritos, um poderio significativo do grupo governista que está no poder estadual desde a eleição 2006 e, hoje, detém o comando da Capital cearense e da maioria das grandes prefeituras, a exemplo de Caucaia, Juazeiro do Norte e Sobral. A única exceção entre os cinco maiores municípios é Maracanaú.

Ao olhar para a planilha da Justiça, o grupo governista congrega os seis partidos com maior número de candidatos.

Maiores partidos

O PDT lidera a lista com 2.196 pedidos de registro de candidatura. Em sequência aparecem PT e PSD com 1.546 candidaturas, cada. PSB é o próximo com 1.126 e MDB registrou 1.070 postulantes. Naturalmente, nas disputas municipais, a lógica partidária fica prejudicada com alinhamentos dos mais diversos e com embates dentro da própria base de apoio – uma dificuldade para as lideranças como o governador Camilo Santana, que tem o desafio de tentar manter a base unida diante dos confrontos locais. Os números, entretanto, revelam, em âmbito estadual, o tamanho do grupo dominante.

Cenário desafiador

Esta eleição municipal, entretanto, será das mais desafiadoras para o grupo dominante local e suas lideranças sabem disso. Já registramos isso aqui nesta coluna. Com a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder, uma nova força política de viés conservador começou a tomar corpo no País e este grupo chega à campanha eleitoral na semana em que o presidente da República alcança os melhores índices de popularidades desde que chegou ao Palácio do Planalto.


No Ceará, este grupo não está coeso, é bem verdade. Além disso, não é possível precisar a participação de Bolsonaro por aqui, entretanto, há que se considerar estes movimentos.


Regras sanitárias

A campanha eleitoral, atípica, por conta da pandemia do coronavírus, ainda é uma incógnita em relação ao cumprimento das regras sanitárias, tendo em vista os desrespeitos que foram vistos no período das convenções partidárias, em que muitos candidatos promoveram aglomerações no Interior, gerando risco para a população. No primeiro momento, havia até algum impasse a respeito da responsabilização dos candidatos, mas agora este ponto parece estar pacífico no Ministério Público. Há uma diferença entre permitir a livre manifestação das pessoas e suas opiniões políticas e fazer vista grossa para aqueles que descumprem as regras e, sistematicamente, promovem atos que põem em risco a saúde.

Na última hora

Fortaleza terá, neste ano, não apenas 10, mas 11 candidatos a prefeito. Na última hora, o Partido da Causa Operária (PCO) registrou José Loureiro. Thaís Helena será a vice.

DN 
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